Encontros e desencontros
Hoje, andando pela rua, Falópio viu ma garota atravessando a rua e pensou: "aquela poderia ser a mulher da minha vida, atravessando a rua e indo embora para sempre". Então ele lembrou que ontem conseguiu ficar com uma menina que era apaixonado há cinco anos - tranqüilamente ela poderia ser a mulher da sua vida. E há um mês estava com outra, que pensava ser a garota com a qual ficaria para sempre. E começou a pensar em seus últimos finais de relacionamento:
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Por Allison eu não chorei. Em compensação, fiquei alguns meses depressivo. Quando digo alguns meses são três para mais, e não cinco ou seis semanas. As coisas perderam um pouquinho do sentido. Ficou tudo chato e sem graça. Hoje, pensei em ligar para ela. Desisti, pois não tive vontade de conversar com Allison. Cerca de um ano antes de Allison, talvez um pouco menos, fui apaixonado por Mrs. Robinson. Achava que ela combinava comigo, mas no fim das contas nem chegamos a ter um relacionamento. Não sei porque diabos fui encanar em Mrs. Robinson, mas o problema é que encanei. E não foi fácil. Hoje trato-a como uma simples conhecida, e muitas vezes penso "o que eu vi nessa menina?". No começo de 2003 houve Anna. Por ela eu chorei, me descabelei, perdi realmente a vontade de sair de casa. Anna é uma exceção, pois até hoje sinto muitas coisas por ela. Ela está guardada em um canto, é um vulcão adormecido. Não saberia como reagir se a encontrasse. De qualquer maneira, a presença invisível de Anna não foi capaz de impedir que eu conhecesse Mrs. Robinson, Allison e outras garotas, e achasse que elas eram as mulheres da minha vida. |
Existem muitos exemplos anteriores. A maioria traz histórias de amores que acabam, de paixões que após alguns meses viram esquecimento. Viram novas paixões. E mostram que todas essas histórias de alma gêmea, cara-metade, "amor da minha vida" não passam de balela. Para o Falópio isso é invenção da Inquisição para que as mulheres não fossem muito libertinas e controlassem seus hormônios. Como diz a avó do Sr. Falópio, Dona Blástula, "segura tuas cabras que meu cabrito tá solto".
No fim das contas, a mulher da vida do Falópio acaba sendo aquela que está com ele no momento. Seja ela uma esposa das multidões, como diria Machado de Assis, uma garota que ele estava curtindo aquela noite, como diria Diniz, uma namorada que foi embora pelas razões erradas, como diria o velho Falópio. Os amores da vida dele estão espalhados por aí. Ele só precisa encontrá-los.
Sr. Falópio
* Todos os nomes de mulheres são fictícios, para que ninguém pense que o Falópio está cobiçando a mulher alheia. Ah, também são nomes de músicas de qualidade.

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